top of page

Espumas Flutuantes, Os Escravos e A Cachoeira de Paulo Afonso

Foto do escritor: Claudio Correa Monteiro
Claudio Correa Monteiro
1 de nov. de 2018
2 min de leitura

Vou voltar aos versos através dos livros Espumas Flutuantes, Os Escravos e A Cachoeira de Paulo Afonso de Castro Alves. Os três livros foram lançados em uma edição única pela Martins Fontes em 2001 e é organizado por Luiz Dantas e Paulo Simpson que fizeram um excelente trabalho com a edição. Vou falar de cada um deles. Espumas Flutuantes é um livro ímpar, pois é uma coletânea de Castro Alves (Curralinho, 14 de março de 1847 — Salvador, 6 de julho de 1871) e foi publicado em 1870. O livro nascera em uma época em que o autor estava com tuberculose que se agravar em função a um acidente numa caçada, a arma disparou e atingiu-lhe o calcanhar esquerdo quando estava em São Paulo, prestigiando a estreia de sua peça “Gonzaga ou a Revolução de Minas” (uma peça de teatro dramática escrita por Castro Alves em 1867, em homenagem à atriz portuguesa Eugênia Câmara, dez anos mais velha do que ele, e por quem o poeta se apaixonara.). Após perder o pé, Castro Alves retorna para o sertão da Bahia, sua terra natal. É nessa viagem que o poeta tem a ideia de publicar seus poemas sob o título de “Espumas Flutuantes”, o único livro publicado em vida por Castro Alves que reúne poemas escritos em diferentes épocas, abrangendo os mais variados temas de sua poética. Os Escravos é o título do livro de Castro Alves, lançado postumamente, em 1883 para ser exato. O livro tem uma temática centrada no drama da exploração dos escravos. O livro faz, ao meu ver, uma crítica à escravidão que foi abolida em 1888 pela princesa Isabel. É nesse livro que se encontram Vozes D’África e O Navio Negreiro. O outro livro que compõem essa edição se chama A Cachoeira de Paulo Afonso que foi publicado em 1876 e é um excerto (pequena parte de; retirado de uma obra literária, de um texto; fragmento, passagem, trecho) do livro Os Escravos e que traz um conjunto de 33 poemas. O título é uma justa, ao meu ver, a queda d’água de Paulo Afonso, no rio São Francisco e que o poeta canta em A Cachoeira, como um centauro (figura da Mitologia Grega que é metade homem da cintura para cima e metade cavalo da cintura para baixo) sobre cujos ombros lhe cabia o rio inteiro. Trazia como subtítulo “Manuscriptos Stenio” tendo sido publicado pela Editora “Imprensa Econômica”, de Salvador.


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
As flores do mal

Eu vou falar do livro As Flores do Mal, escrito por Charles Baudelaire, lançado pela editora Nova Fronteira em uma edição bilíngue em 2006, com tradução, introdução e notas de Ivan Junqueira. As Flore

 
 
 
Um defeito de cor

Eu vou falar do livro Um Defeito de Cor que é um romance metaficcional da escritora brasileira Ana Maria Gonçalves (Ibiá, Minas Gerais), publicado em 2006. A obra figurou na sétima posição da lista do

 
 
 
Os tambores de São Luís

Eu vou falar do livro Os Tambores de São Luís, escrito por Josué Montello, lançado pela editora Lacerda Editores em 2008. O escritor maranhense apresenta toda a saga do negro, desde a sua origem afric

 
 
 

Comentários


© 2016 por Amante de Livros. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Facebook B&W
bottom of page