top of page

Último Dia De Um Condenado

Foto do escritor: Claudio Correa Monteiro
Claudio Correa Monteiro
6 de ago. de 2019
2 min de leitura

Vou falar de condenações através do livro de Victor Hugo, O Último Dia De Um Condenado (na Wikpédia O Último Dia de um Condenado à Morte) (no original em francês, Le dernier jour d'un condamné). Victor Hugo engaja nesse livro toda a sua eloquência a serviço da causa, demonstrando a injustiça, a ineficiência da pena, a barbárie e os homens da execução e de suas consequências: "esse homem tem uma família; e então o degolam fere apenas a ele? Seu pai, sua mãe, seus filhos não sangrarão também? Não? Matando-o, os senhores decapitam toda a família." (no prefácio de 1832). O livro causou uma polêmica, pois o protagonista do livro nos conta como foram as últimas seis semanas, desde a condenação até a execução da sentença. O livro ganhou várias edições, sendo que três no ano que foi lançado. Na edição que está sendo resenhada, há uma peça de teatro que é uma paródia da "execução" de um condenado, lançada em 1829, na abertura da edição do livro. O Último Dia de um Condenado é sensacional e pode ser lido em pouco tempo e foi publicado em 1829. Foi escrito como um protesto à sentença de morte. O livro influenciou escritores como Charles Dickens, Fiódor Dostoiévski e Albert Camus. E não é para menos: o livro tem um tom perturbador. Esse livro foi o prelúdio da sua grande obra, “Os Miseráveis”. Grandes escritores, como Flaubert e Zola, não deram a devida atenção ao livro e à obra de Victor Hugo, pois estavam preocupados com o realismo, que era uma crítica ao romantismo. Mas o público o consagrou. Apesar de a política ter sido o seu combustível, Victor Hugo não adotou o discurso da luta de classes. Viveu de forma confortável financeiramente falando, tornando-se um dos escritores mais bem remunerados de sua época. Teve uma vida afetiva quase próxima à devassidão. Dizem que na sua morte as prostitutas francesas declararam luto oficial. As críticas à situação social, não só nacional, mas também mundial, encontram-se em enorme abundância, já que a pena de morte levanta certos problemas éticos. O livro não foi bem recebido pela crítica por descrever a realidade nua e crua, e os críticos tacharam o livro de horripilante pelos sentimentos deprimentes que ele apresentava.


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
As flores do mal

Eu vou falar do livro As Flores do Mal, escrito por Charles Baudelaire, lançado pela editora Nova Fronteira em uma edição bilíngue em 2006, com tradução, introdução e notas de Ivan Junqueira. As Flore

 
 
 
Um defeito de cor

Eu vou falar do livro Um Defeito de Cor que é um romance metaficcional da escritora brasileira Ana Maria Gonçalves (Ibiá, Minas Gerais), publicado em 2006. A obra figurou na sétima posição da lista do

 
 
 
Os tambores de São Luís

Eu vou falar do livro Os Tambores de São Luís, escrito por Josué Montello, lançado pela editora Lacerda Editores em 2008. O escritor maranhense apresenta toda a saga do negro, desde a sua origem afric

 
 
 

Comentários


© 2016 por Amante de Livros. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Facebook B&W
bottom of page