top of page

Entrelace - Caminhos que se cruzam ao acaso

Foto do escritor: Claudio Correa Monteiro
Claudio Correa Monteiro
6 de dez. de 2019
2 min de leitura

Hoje vou falar de preconceitos. Vou falar do livro Entrelace - Caminhos que se cruzam ao acaso da escritora Diana Scarpine, mesma autora de Uma chance para recomeçar, resenhado neste mesmo blog (https://claudiocorrea83.wixsite.com/amanteliterario/single-post/2016/12/23/Uma-chance-para-Recome%C3%A7ar?fbclid=IwAR1NSVM4C8bc0HE4ifd3S_nnAtiRmK1gRGwL_gw77epmCdA1AR8EqG-NP8c). O livro Entrelace - Caminhos que se cruzam foi lançado pela primeira vez em 2012 pela Editora Brauna e foi relançado pela Editora Constelação em 2019 e conta a história de Carol, é uma mulher insegura e preconceituosa, que tem um relacionamento virtual (será Orkut ou Facebook) com Henri, um homem forte e independente, que enfrenta as adversidades que a vida lhe impõe. Aparentemente apaixonados, embora nunca tenham se visto pessoalmente, eles anseiam transpor o namoro virtual para o real, mas o tão sonhado primeiro encontro não acontece como planejaram e eles rompem o relacionamento. Por mais que tentem se manter afastados, os destinos de Henri e Carol foram irremediavelmente entrelaçados e seus corações, unidos pelo amor, mas implacavelmente afastados pelo preconceito. O amor será capaz de vencer esse profundo e intenso embate contra o preconceito? Ou o preconceito será capaz de subjugar o amor presente no coração de uma mulher? Há uma lei, sancionada pela ex-presidenta Dilma Roussef em 2015, alei classifica o que é deficiência, prevê atendimento prioritário em órgãos públicos e fixa pena de reclusão de 1 a 3 anos para quem discriminar pessoas com esse perfil. De acordo com o texto, aprovado em junho pelo Congresso, a pena é ampliada em 1/3 se a vítima encontrar-se sob responsabilidade do agente e pode chegar a 5 anos de prisão caso a discriminação seja cometida por meios de comunicação social. Apropriar-se de bens e benefícios de pessoas com deficiência também pode render reclusão, de até 4 anos. Eu estou falando de preconceitos, por que o Henri é paraplégico, melhor dizendo, deficiente físico. Ele sofreu um acidente que o deixou paraplégico. O Aurélio, personagem de uma chance para recomeçar, também sofre preconceitos por ser pobre e deficiente visual. O Henri não se deixou abater pela deficiência física e conseguiu estudar faculdade na área da saúde e trabalha em um hospital, mais especialmente no núcleo de Bioética e no CEP, que quer dizer Centro de Ética de Pesquisas. O livro se passa em Jequié, na Bahia, Cidade Natal da Autora. Os capítulos são narrados pelos protagonistas. Será que ao longo do romance, Carol conseguirá deixar o preconceito e se entregar ao amor que sente por Henri?


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
As flores do mal

Eu vou falar do livro As Flores do Mal, escrito por Charles Baudelaire, lançado pela editora Nova Fronteira em uma edição bilíngue em 2006, com tradução, introdução e notas de Ivan Junqueira. As Flore

 
 
 
Um defeito de cor

Eu vou falar do livro Um Defeito de Cor que é um romance metaficcional da escritora brasileira Ana Maria Gonçalves (Ibiá, Minas Gerais), publicado em 2006. A obra figurou na sétima posição da lista do

 
 
 
Os tambores de São Luís

Eu vou falar do livro Os Tambores de São Luís, escrito por Josué Montello, lançado pela editora Lacerda Editores em 2008. O escritor maranhense apresenta toda a saga do negro, desde a sua origem afric

 
 
 

Comentários


© 2016 por Amante de Livros. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Facebook B&W
bottom of page