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O bobo

  • Foto do escritor: Claudio Correa Monteiro
    Claudio Correa Monteiro
  • 13 de fev.
  • 2 min de leitura

Eu vou falar do livro escrito por Alexandre Herculano, chamado O bobo. Alexandre Herculano foi uma das personalidades mais significativas da literatura e da história em Portugal do século XIX. Foi um pioneiro do liberalismo romântico e de um catolicismo renovado. Sentimentalmente católico, o poeta e historiador português não aceitava nenhuma forma de absolutismo. Em seu romance histórico e político O Bobo, ambientado na Idade Média, Herculano narra a história da paixão impossível entre a bela donzela Dulce e o valente cavaleiro Egas Muniz. A obra foi pela primeira vez divulgada no jornal O Panorama, mas só foi editada em forma de livro em 1878, após a morte do autor. Considerado um marco do romantismo português, O Bobo retrata as intrigas políticas do século XII e a luta pela independência de Portugal sob o olhar de um personagem misterioso. Uma obra intensa e simbólica de Alexandre Herculano. Uma das edições do livro é lançada pela Editora Martin Claret, em 2009. O Bobo é um romance histórico inicialmente publicado na revista O Panorama, em 1843, refundido e ampliado na edição póstuma em volume, de 1878. Na introdução, Herculano sustenta que «o mister de recordar o passado é uma espécie de magistratura moral» e formula o desejo de que «o drama, o poema, o romance sejam sempre um eco das eras poéticas da nossa terra». A obra evoca a época conturbada da gestação da nacionalidade portuguesa, cujas lutas têm como cenário o Condado Portucalense e, concretamente, o espaço histórico e simbólico do castelo de Guimarães, palco onde se desenrolam intrigas românticas e maquiavélicas. A figura central do enredo [...] acaba por ser D. Bibas, O Bobo, espectador oculto de paixões e intrigas e autêntica mola secreta da ação. O autor situa a narração no ano de 1128, dias antes da batalha de S. Mamede que opôs o exército de D. Afonso Henriques ao da sua mãe D. Teresa. [...] Nisto tudo, um homem tem um papel fundamental, alguém que todos menosprezam, alguém que aparentemente nada D. Bibas, o Bobo da corte. Neste romance, Alexandre Herculano alia a capacidade de «invenção», ou ficcional, com o conhecimento da época [par]a reconstituir, revelando um extremo cuidado com cenários e personagens e inserindo-os nas questões políticas e tensões sociais, situações que dominava enquanto historiador.E assim faz evoluir, em papéis complementares, personagens que têm referentes reais, [..] mas dando o protagonismo a «heróis» saídos da sua imaginação [...]




 
 
 

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