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A alma encantadora das ruas

  • Foto do escritor: Claudio Correa Monteiro
    Claudio Correa Monteiro
  • há 27 minutos
  • 1 min de leitura

Eu vou falar do livro A ALMA ENCANTADORA DAS RUAS: Crônicas, escrito por João do Rio e Raúl Antelo é organizador. O "irmão" carioca de Baudelaire flana pelas ruas do Rio e mostra cenas da Belle Époque à brasileira: o contraste entre o glamour dos salões da sociedade e a brutal marginalização da "plebe ignara". João do Rio (1881-1921, pseudônimo de Paulo Barreto) fez da crônica jornalística uma janela através da qual contemplava as glórias e as misérias do Brasil republicano. Em A alma encantadora das ruas, reunião de textos publicados na imprensa carioca entre 1904 e 1907, ele percorre as ruas do Rio de Janeiro para reter a "cosmópolis num caleidoscópio". A cidade vivia um processo de transformação acelerada, passando de corte modorrenta a ambiciosa capital federal. Ela será o palco das perambulações de João do Rio, o dândi para quem o hábito de flanar definia um modo de ser e um estilo de vida. João do Rio saturava seus textos de reminiscências decadentistas, mas o olhar que fixava no presente era o de um observador que se abria para os tempos modernos. O livro é sensacional e lançado pela editora Martin Claret em 2007, a edição que eu li.




 
 
 

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