top of page

Soberania Cabocla

Foto do escritor: Claudio Correa Monteiro
Claudio Correa Monteiro
14 de out. de 2024
4 min de leitura


Eu vou falar do livro Soberania Cabocla, escrito por Dan Massil, lançado em 2023 de forma independente. A história se passa em VILA DE CACHOEIRA, BAHIA, em 1820. Quando a sinhazinha Ana foge para não se casar com o filho do barão, uma reviravolta lhe assalta as rédeas da vida e ela se vê obrigada a viver na capital da província. Sua melhor amiga, Cida, uma ambiciosa aia, lhe segue o exemplo e foge para a ilha de Itaparica. É quando a guerra incitada pelo Dr. Álvaro, irmão da sinhazinha, alcança Ana e Cida em seus rincões. Desafios, perdas e dores as cercam, e tudo é posto de pernas para o ar mais uma vez. Enquanto as batalhas em prol do Brasil se espalham pelo recôncavo baiano, Ana, Cida e seus companheiros de luta enfrentam suas próprias guerras: amores impossíveis, corações divididos, questões morais. E em meio a essa avalanche de acontecimentos, Ana se descobre especial. Uma dádiva! Um dom que será empregado para libertar uma nação. A arte da capa do livro é uma pintura de Antônio Parreiras chamada O Primeiro Passo Da Independência do Brasil. SOBERANIA CABOCLA é um romance histórico que retrata a vida e a morte de negros, indígenas e brancos na guerra pela independência do Brasil na Bahia. Fruto de uma extensa pesquisa, mescla personagens fictícios e reais, a exemplo de Maria Quitéria, Maria Felipa e Joana Angélica. Emancipação feminina, autodeterminação dos povos e escravidão são temas que permeiam o texto e falam, em última análise, de liberdade, questão central da obra. SOBERANIA CABOCLA nos mostra como homens, mulheres, negros, indígenas e brancos se uniram para expulsar os portugueses do Brasil. É uma história de coragem, amor e fé sobre os verdadeiros heróis da independência. Entenda por que a Bahia decidiu o futuro do Brasil em sua forma atual. Entenda por que a soberania do Brasil é cabocla. O livro é dividido em quatro partes e cada parte se passa em um período diferente da história do Brasil, especialmente da independência do Brasil, ocorrida em 07 de setembro de 1822. Caboclo, caboco, mameluco, cariboca ou curiboca é o mestiço de branco com indígena. Também era a antiga designação do indígena brasileiro. Pode, também, ser sinônimo de caipira. O mestiço de branco com caboclo é o cariboca ou curiboca sendo denominação utilizada também pelos filhos de brancos e indígenas. A história do povo caboclo começa nos primeiros anos do século XVI, com o início da exploração do pau-brasil na zona costeira. Embora as relações consensuais e não consensuais entre homens europeus e mulheres indígenas ocorram desde os primórdios da colônia, o primeiro caso documentado de indivíduo branco a se fixar em território brasileiro, e a prosperar em uma comunidade indígena no Brasil, foi o do português Diogo Álvares Corrêa, que naufragou na costa do recôncavo da Bahia em 1509. Diogo Álvares, o "Caramuru" (apelido recebido pelos indígenas tupinambás), através da sua união com a princesa indígena Catarina Paraguassú, deram origem a "raça brasileira", começando a miscigenação racial baiana, juntos deixaram uma extensa descendência cabocla. A cabocla Madalena Caramuru (filha do Caramuru com a Catarina), é considerada a primeira mulher brasileira alfabetizada. A denominação foi dada pelos primeiros colonos lusitanos nas terras brasileiras para os mestiços. Os mamelucos que se destacaram na então colônia portuguesa foram os bandeirantes, que colaboraram para a expansão do território, até então limitado pelo Tratado de Tordesilhas. Assim, alguns se destacaram na então colônia portuguesa (séculos XVI a XIX) como bandeirantes, exploradores que se engajavam na captura de índios e na busca de metais preciosos, contribuindo para a expansão do território brasileiro para além das fronteiras delimitadas na época pelo Tratado de Tordesilhas. Na América do Sul, mameluco (mais comumente conhecido como "caboclo") é, também, o termo usado para identificar pessoas mestiças. Nos século XVII e século XVIII, mameluco referia-se a bandos organizados por colonizadores (mesclados ou não) caçadores de escravos. Mamelucos eram, em sua maioria, exploradores que vagueavam pelo interior da América do Sul desde o Atlântico até às encostas dos Andes, e do rio Paraguai até ao rio Orinoco fazendo incursões nas áreas indígenas em busca de metais preciosos. Segundo o Dicionário Aurélio, "caboclo" procede do tupi kari'boka, que significa "procedente do branco". O tupinólogo Eduardo de Almeida Navarro defende que "caboclo" se originou do termo tupi kuriboka, que, num primeiro momento, designava o filho de índio com africana. Mais tarde, kuriboka teria passado a se referir também ao filho de mãe índia e pai branco e depois ao mestiço de caboclos e brancos. Câmara Cascudo, no "Dicionário do Folclore Brasileiro", defende a forma "caboco". Além disso, não encontrou base nas diversas hipóteses etimológicas existentes para o termo, como a que afirma derivar do tupi caa-boc, "o que vem da floresta", ou de kari'boca, "filho do homem branco". Os caboclos formam o mais numeroso grupo populacional da Região Norte do Brasil (Amazônia) e de alguns estados da Região Nordeste do Brasil (Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Alagoas, Ceará e Paraíba).[carece de fontes?] Contudo, a quantificação do número de pessoas consideradas caboclas no Brasil é tarefa difícil, pois, segundo os métodos usados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em seus recenseamentos, os caboclos entram na contagem dos 44,2% de pessoas consideradas pardas no Brasil, grupo que também inclui mulatos, cafuzos e várias outras combinações da mistura de negros ou índios com outras raças, como negro e oriental, índio e oriental, negro, índio e branco, negro, índio e oriental etc. Os atributos que definem a categoria social caboclos são econômicos, políticos e culturais. Nesse sentido, o termo refere-se aos pequenos produtores familiares da Amazônia que vivem da exploração dos recursos da floresta. Os principais atributos culturais que distinguem os caboclos dos pequenos produtores de imigração recente são o conhecimento da floresta, os hábitos alimentares e os padrões de moradia. Devido a seus atributos econômicos similares, no entanto, os dois, caboclos e imigrantes, podem ser alocados na categoria social mais ampla de camponeses.


 
 
 

Posts recentes

Ver tudo
As flores do mal

Eu vou falar do livro As Flores do Mal, escrito por Charles Baudelaire, lançado pela editora Nova Fronteira em uma edição bilíngue em 2006, com tradução, introdução e notas de Ivan Junqueira. As Flore

 
 
 
Um defeito de cor

Eu vou falar do livro Um Defeito de Cor que é um romance metaficcional da escritora brasileira Ana Maria Gonçalves (Ibiá, Minas Gerais), publicado em 2006. A obra figurou na sétima posição da lista do

 
 
 
Os tambores de São Luís

Eu vou falar do livro Os Tambores de São Luís, escrito por Josué Montello, lançado pela editora Lacerda Editores em 2008. O escritor maranhense apresenta toda a saga do negro, desde a sua origem afric

 
 
 

Comentários


© 2016 por Amante de Livros. Orgulhosamente criado com Wix.com

  • Facebook B&W
bottom of page