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A rainha ginga

Foto do escritor: Claudio Correa Monteiro
Claudio Correa Monteiro
29 de abr. de 2025
2 min de leitura

Eu vou falar do livro A Rainha Ginga e de como os africanos inventaram o mundo, escrito por José Eduardo Agualusa, lançado pela editora Foz em 2015. Em A rainha Ginga, José Eduardo Agualusa traz a história de Ana de Sousa, a Ginga, poderosa governante que viveu na costa ocidental da África. José Eduardo Agualusa traz neste romance a história de Ana de Sousa, a Ginga, ou N’Zinga M’Bandi, extraordinária rainha africana, que viveu na região onde hoje se situa Angola. Senhora dos reinos de Dongo e Matamba, Ginga exerceu seu poder em uma região historicamente assolada por guerras e conflitos. Era reconhecida por sua inteligência, sua coragem e pela condução hábil e estratégica das relações políticas e diplomáticas. Criou laços com os holandeses, ao mesmo tempo em que comandava seus exércitos contra outros soberanos africanos e tropas luso-brasileiras. Este romance histórico, um dos mais aclamados do autor angolano, conduz o leitor aos meandros da relação entre Angola, Brasil e Portugal, repleta tanto de identificações quanto de conflitos irremediáveis. O narrador, um padre pernambucano, não só dá luz à vida de Ginga e de outros personagens históricos, mas também destaca o papel culturalmente significativo dessa mulher tão intensa e poderosa. Este romance histórico narra a verdadeira história de dona Ana de Souza (1583-1663). senhora de um reino poderoso nos vastos sertões da costa ocidental da África, dizimado e reconstruído vezes seguidas, ela exerceu seu poder com inteligência e originalidade. astuta nas negociações políticas, a rainha ginga estabeleceu alianças diplomáticas com os holandeses, ao mesmo tempo em que comandava os seus exércitos contra outros reis africanos, e tropas luso-brasileiras. ardilosa, vaidosa, adotou uma coleção de esposas (na realidade homens, vestidos como mulheres) e se casou várias vezes com chefes militares que desejava como aliados políticos. Mwene Nzinga Mbandi (c. 1582 – 17 de dezembro de 1663) ou Ana de Sousa foi a rainha reinante (angola) do Reino do Dongo entre 1624 e 1626 e fundadora e rainha do Reino da Matamba, reconhecida por Portugal como Ana I e reinando de 1631 até sua morte em 1663. Nzinga Mbandi foi uma importante estrategista militar e política durante a presença portuguesa nas regiões correspondentes à atual Angola. Travou grandes batalhas e tratados de aliança e paz com os portugueses, na qual envolvia a vassalagem dos reinos nativos africanos e escravidão dos mesmos para a Europa e o Brasil. Rainha Nzinga reinou por 37 anos e se tornou uma heroína na história de Angola, sendo até hoje lembrada por seus feitos políticos e militares. Uma das principais ruas de Luanda, capital da atual Angola leva seu nome e, na mesma cidade, encontra-se uma estátua no Largo do Kinaxixi, construída a mando do presidente José Eduardo dos Santos em comemoração aos 27 anos de independência do país. (fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Mwene_Nzinga_Mbandi?wprov=sfla1)



 
 
 

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