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Grande sertão veredas

  • Foto do escritor: Claudio Correa Monteiro
    Claudio Correa Monteiro
  • 5 de jun.
  • 3 min de leitura

Eu vou falar do livro Grande Sertão Veredas, escrito por João Guimarães Rosa, lançado pela editora Companhia das Letras em 2019, a edição que eu li. O livro é sensacional e possui dois apêndices: um falando sobre o Grande Sertão Veredas e o outro é uma cronologia da vida de João Guimarães Rosa. Grande Sertão: Veredas é um romance experimental modernista escrito pelo autor brasileiro João Guimarães Rosa e publicado pela Livraria José Olympio Editora, em 1956. Tanto a arte da capa como as ilustrações da primeira edição de Grande sertão: veredas são de autoria de Poty Lazzarotto. Pensado inicialmente como uma das novelas do livro Corpo de Baile, lançado nesse mesmo ano de 1956, cresceu, ganhou autonomia e tornou-se um dos mais importantes livros da literatura brasileira e da literatura lusófona. No mesmo ano, Rosa também lançou as novelas de Corpo de Baile e a quarta edição revista de Sagarana. Em 2006 o Museu da Língua Portuguesa realizou uma exposição sobre a obra no Salão de Exposições Temporárias, cujas fotos ilustram o artigo. Em maio de 2002, o Clube do Livro da Noruega, entidade que congrega editores noruegueses, incluiu Grande Sertão: Veredas em sua lista dos cem melhores livros de todos os tempos — único brasileiro entre 100 escritores de 54 países. A grandiosidade de Grande Sertão: Veredas pode ser exemplificada pelas interpretações, que a abordam sob os mais variados pontos de vista, sem jamais deixar de ressaltar a capacidade e a confiança do autor ao ser inventivo. Extremamente erudito, Rosa incorporou em sua obra aspectos das mais diferentes culturas. Disse uma vez que "para estas duas vidas [viver e escrever], um léxico só não é suficiente". Segundo Alexei Bueno, é uma das três epopeias da língua portuguesa, as outras sendo Os Lusíadas e Os Sertões. A obra se passa no sertão brasileiro, em área que acredita-se, corresponda a parte dos estados da Bahia, Minas Gerais e Goiás, onde estão as nascentes do Rio Urucuia, mencionado repetidas vezes no romance, pela voz de Riobaldo. "Viemos pelo Urucuia. Meu rio de amor é o Urucuia". O Rio Urucuia nasce nas proximidades de Formosa - Goiás, no Planalto Central do Brasil, nas proximidades da divisa com Minas Gerais, mais precisamente, próximo as divisas dos municípios de Formosa - GO e Buritis - MG. Apenas alguns lugares citados no livro são reais, sendo boa parte fruto da imaginação do autor.[8] Entre as localidades descritas no romance, o Liso do Sussuarão e o Rio São Francisco são as mais importantes. A primeira, por evidenciar as mudanças ocorridas em Riobaldo após o suposto pacto com o demônio. Uma das obras fundamentais da literatura brasileira, em nova edição. Publicado originalmente em 1956, Grande sertão: veredas , de João Guimarães Rosa, revolucionou o cânone brasileiro e segue despertando o interesse de renovadas gerações de leitores. Ao atribuir ao sertão mineiro sua dimensão universal, a obra é um mergulho profundo na alma humana, capaz de retratar o amor, o sofrimento, a força, a violência e a alegria. Esta nova edição conta com novo estabelecimento de texto, cronologia ilustrada, indicações de leituras e célebres textos publicados sobre o romance, incluindo um breve recorte da correspondência entre Clarice Lispector e Fernando Sabino e escritos de Roberto Schwarz, Walnice Nogueira Galvão, Benedito Nunes, Davi Arrigucci Jr. e Silviano Santiago. Dispostos cronologicamente, os ensaios procuram dar a ver, ao menos em parte, como se constituiu essa trama de leituras. A capa do volume é reprodução da adaptação em bordado do avesso do Manto da apresentação, do artista Arthur Bispo do Rosário, com nomes dos personagens de Grande sertão: veredas . O projeto gráfico conta ainda com desenhos originais de Poty Lazzarotto, que ilustrou as primeiras edições do livro. A edição limitada com tira de tecido esgotou. Os exemplares de Grande Sertão: veredas acompanham uma cinta vermelha de papel. A imagem do bordado na capa pode ter pequenas variações.




 
 
 

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