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Quo vadis

Foto do escritor: Claudio Correa Monteiro
Claudio Correa Monteiro
9 de jun. de 2025
2 min de leitura

Eu vou falar do livro Quo Vadis (no original polonês: "Quo Vadis: Powieść z czasów Nerona") é um romance do escritor polaco Henryk Sienkiewicz (1846-1916) que é dividido em três partes e que é ambientado na Roma Imperial, à época de Nero, e que tem por tema a perseguição que se abateu sobre os cristãos, após o Grande Incêndio de Roma. O livro foi publicado, originalmente, em 1895. A expressão "Quo vadis, Domine? "(Aonde vais, Senhor?) provém de uma tradição cristã, registrada em livros apócrifos, segundo a qual Jesus apareceu a Pedro, que deixava Roma para escapar à perseguição de Nero e, quando indagado pelo apóstolo: "Aonde vais, Senhor?", respondeu-lhe: "Já que abandonas o meu povo, vou a Roma para ser crucificado, outra vez ". A trama principal do romance centra-se na história de amor entre Vinícius e Lígia (aliás, Calina), duas pessoas que pertencem a mundos diferentes. O romance entre os dois exerce forte influência sobre o desenvolvimento da ação, com momentos marcantes como a tentativa de seqüestro de Lígia e sua salvação milagrosa no confronto de Ursus com o touro, no circo. A vitória do homem contra o animal na arena imprime um final feliz à história — bem ao agrado da maioria dos leitores — porque, nesse momento, o povo afasta-se de Nero e coloca-se a favor dos cristãos. O Nero de Sienkiewicz é uma caricatura, deliberadamente ridícula, do personagem histórico. Ele é descrito como um tirano que, além de se comprazer com a crueldade, imagina-se um grande poeta e cantor , chegando ao cúmulo de incendiar Roma para obter inspiração semelhante a de Homero ao retratar o incêndio de Troia. Figura-chave na obra é Petrônio, patrício romano e conselheiro de Nero, homem de bom gosto e elegância, incluído no romance como um símbolo da cultura clássica. Sua morte (suicídio nos braços da amada) é bem emblemática, tendo em vista a doutrina epicurista que ele cultiva. Quanto ao personagem mais degradante do romance, Chilonides Chilo - cuja ambição o leva a trair até aqueles que lhe ofereceram a mão em momentos difíceis — sua conversão, à hora da morte, proclama o cristianismo como esperança de salvação, ao alcance até dos mais vis, desde que se arrependam e abracem a crença no Cristo, redentor da Humanidade. Quo Vadis no Cinema: Adaptações cinematográficas do romance de Sienkiewicz: Quo Vadis, filme francês (mudo) de 1901. Quo Vadis, filme italiano (mudo) de 1912. Quo Vadis, filme italiano (mudo) de 1925. Quo Vadis, filme estadunidense de 1951. Quo Vadis, filme italiano de 1985..Quo Vadis, filme polonês de 2001.

 
 
 

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